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Descartes, o Erro, a Prática e o Tempo andaram sempre de mãos dadas.

Se a Verdade é uma Luz natural da Razão, só o Tempo pode trazê-la e nesse momento temos de estar dispiníveis para a receber.
Quando Erramos, criamos no outro uma Verdade.
Sobre nós, sobre o que somos e pensamos.

Descartes, contudo, permite-nos por em dúvida o Erro em Si.
Errar no passado, pode não reflectir o que somos no presente.
Aos outros, aos olhos da Verdade que lhes criámos, somos algo diferente de nós mesmos.

Só a Prática permite a alteração da Verdade.
E só a Vontade nos permite chegar à Prática.
Se Descartes chega a “Penso, logo existo”, por causa da ideia que temos do próprio Eu, mudar este Eu na Verdade dos outros é uma tarefa que exige dedicação profunda e uma Vontade sem limites.

Muitas vezes temos toda a Vontade, Praticamos e ninguém vê.
Outras, basta um pequeno gesto diferente.
O Essencial é entender, que a nossa Vontade é uma exigência perante nós próprios e que a chegada aos outros da Luz natural da Razão, não depende de nós, de nós depende o Esforço e Dedicação à Verdade.

Afinal, para Descartes, os “desejos e sentimentos podem ser controlados ou modificados pela mente e pelo poder da Vontade Racional”.

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